Portifólio Karine e Endrigo

Portifólio Karine e Endrigo



Neste espaço, registraremos nossa trajetória no curso “Tecnologias da Educação: ensinando e aprendendo com as TIC”. Iremos compartilhar o que aprendenmos e nossas atividades.




domingo, 22 de novembro de 2009

Tecnologia na Escola

Hoje é consenso que as novas tecnologias de informação e comunicação podem potencializar a mudança do processo de ensino e de aprendizagem e que, os resultados promissores em termos de avanços educacionais relacionam-se diretamente com a idéia do uso da tecnologia a serviço da emancipação humana, do desenvolvimento da criatividade, da autocrítica, da autonomia e da liberdade responsável.
Almeida & Prado

Com o rápido desenvolvimento tecnológico verificado nos últimos anos, especialmente na área da informática, o mundo vem experimentando um novo processo de modificação dos paradigmas sociais e econômicos. A indústria de modo geral, que determinava os rumos econômicos e políticos da sociedade até algumas décadas atrás, hoje cede espaço para os sistemas de informação na determinação de costumes, consumo e instituição do poder em todo o mundo. Este é o período que vem sendo denominado de “Era da Informação” ou “Sociedade do Conhecimento”, no qual se apresentam como dominantes aqueles que detêm a informação e as tecnologias de telecomunicações, informática e equipamentos eletrônicos.
Nesse contexto de rápida evolução das tecnologias, estimulada por um crescente consumo generalizado (gerado por um eficiente serviço de propaganda - também fruto do avanço tecnológico das telecomunicações), o setor produtivo, para atingir a eficiência exigida, passa a se flexibilizar, substituindo as linhas de produção em série por células independentes de produção. O trabalhador também tem que ser flexível e polivalente, capaz de se adaptar às mudanças demandadas desta roda viva de produção e consumo.
Isso significa que o sistema educacional também deve se modificar para acompanhar esse novo paradigma social considerando, no entanto, não apenas as necessidades de formação profissional, mas as necessidades de formação de um cidadão capaz de interferir nesse modelo. Hoje, mais do que nunca, precisa-se de cidadãos capazes de selecionar criticamente o mundo de informações que lhes é repassado e, sem restrições, conhecer a tecnologia que os cerca para com ela construir e não destruir e se adaptar para permanecer numa sociedade em constante transformação.
Essas necessidades passam a exigir uma educação mais voltada para a aprendizagem; para o aluno, e menos para o ensino, para a estrutura educacional, normalmente pouco dinâmica. O aluno deve ser o centro do sistema e deve ter um papel mais ativo em sua própria aprendizagem, sendo que a estrutura educacional deve estimulá-lo, dar meios e condições para esse aprendizado. Isso significa que é o aluno o agente de seu aprendizado, construindo seu conhecimento em um ambiente cooperativo, em interação com professor e colegas, onde se respeitam suas individualidades. O professor passa a ser, portanto, o indutor ou facilitador dessa aprendizagem, indicando-lhe os caminhos e os meios que possam ajudá-lo em seu crescimento como indivíduo e como cidadão. Não se pode apenas saber fazer coisas, deve-se conhecer fundamentos para saber o que fazer e para saber aprender novas coisas.
As novas tecnologias eletrônicas trazem novas formas de entretenimento e informações atualizadas; uma atratividade não experimentada em tempos anteriores.
Essa nova comodidade exige da escola novas propostas que estimulem a criatividade e a curiosidade quase ausentes nas atividades rotineiras da sociedade, sem, no entanto, desprezar-se a potencialidade que esses novos recursos carregam em si, nos quais se verifica, uma variedade de formas de estímulo (visuais, textuais, falados) que podem ser amplamente consideradas no desafio à busca do conhecimento e no respeito às formas diversas de inteligência e aprendizagem inerentes a cada indivíduo.
Isso significa que as novas tecnologias da informática podem ser aproveitadas com bastante propriedade no desenvolvimento de um novo paradigma educacional. Sistemas de programação e autoria “softwares”, por exemplo, permitem o desenvolvimento da criatividade e da construção e organização do conhecimento, em que o erro passa a ser estímulo para futuro acerto e não uma simples punição.
Diante de tantas transformações pelas quais a escola vem passando com a introdução dos computadores no ensino, o professor deve acompanhar essa evolução.
As mudanças estão ocorrendo tanto no relacionamento professor e aluno, quanto nos objetivos e nos métodos de ensino, e nesse processo de transformação cabe ao professor buscar saber qual é o seu papel de forma crítica, consciente e participativa.
Por Karine Domingues Santos

domingo, 15 de novembro de 2009

NOVOS DESAFIOS NA EDUCAÇÃO

A tecnologia será importante principalmente porque irá nos forçar a fazer coisas novas, e não porque irá permitir que façamos melhor as coisas velhas”.

Drucker

Nos últimos anos, a utilização da informática na educação vem crescendo consideravelmente. Entre as novas tecnologias, o computador ocupa um lugar de destaque pelo poder de processamento de informação que possui. Neste contexto, o computador não pode ser visto como “modismo”, mas como uma ferramenta que poderá contribuir no processo da aprendizagem. Dentro desta perspectiva, a formação dos educadores deve favorecer uma reflexão sobre a relação entre teoria e prática e proporcionar a experimentação de novas alternativas pedagógicas. Entretanto, a presença do computador por si só, na sala de aula, não é garantia de melhora no ensino–aprendizagem.
O antigo paradigma educacional tornou-se incapaz de lidar com as constantes mudanças ocorridas na sociedade nos últimos vintes ou trinta anos: o aumento do volume de informações de todos os tipos disponíveis para o cidadão comum, e em especial para profissionais que têm como parte do seu trabalho diário a tarefa de tomar decisões; o aumento de complexidades em todos os setores da vida profissional e pessoal; a dificuldade em lidar com os sistemas com maior ou menor grau de integração e a necessidade de fazer relacionamentos novos entre campos de conhecimento antes isolados; o estabelecimento de novos padrões de comportamento social, caracterizados por valores alternativos, com a promoção de individualidade e conseqüente aceitação democrática de preferências individuais; a migração, por parte de uma camada cada vez maior de trabalhadores e profissionais, de empregos regulares para trabalhos realizados em casa, ou através de contratos de curta duração como freelance; o crescimento da necessidade de reciclagem constante de trabalhadores e profissional devido à quantidade de nova informação disponível em novos formatos e com novas formas de acesso; e o aumento de internacionalização dos conhecimentos necessários para tomar decisões, para ser mais produtivo e mais competitivo no mercado de trabalho.
Em conseqüência, o novo paradigma educacional, hoje em desenvolvimento, sugere que a escola tem que ser, antes de tudo, um ambiente “inteligente”, especialmente criado para a aprendizagem, um lugar rico em recursos por ser local privilegiado; um lugar onde os alunos podem construir os seus conhecimentos segundo os estilos individuais de aprendizagem que caracterizam cada um; onde em vez de filas de mesas e cadeiras ou carteiras, há mesa para trabalhos em grupo, sofás e poltronas confortáveis para leituras, computadores para a realização de tarefas acadêmicas e para comunicações digitais locais, nacionais e internacionais; com uma linha telefônica em cada sala para permitir a interconexão com outras escolas por computador e videofones e que além de oferecer atividades pedagogicamente inovadoras permita a comunicação por voz entre o professor e os pais dos alunos; onde a avaliação é feita constantemente e serenamente na carreira do aluno, e a ênfase é colocada não na memorização de fatos ou na repetição de respostas “corretas”, mas na capacidade de o aluno pensar e se expressar claramente, solucionar problemas e tomar decisões adequadamente; com um currículo que reconheça o valor de outras formas de inteligência, além da lingüística e da lógica-matemática, currículo este que ofereça uma visão holística do conhecimento humano e do universo natural que o homem habita; com o uso cada vez menor do livro-texto e do quadro negro e o aumento do uso das novas tecnologias de informação, caracterizadas pela interatividade, pela sua capacidade de uso individualizado, pela assíncrona (que é tão importante quando a educação é vista pela perspectiva de internacionalização, com o inevitável fato de ter que lidar com fusos horários diferentes), pela não-linearidade (que é a maneira mais dinâmica e atual de apresentar informação), e pela capacidade de simular eventos do mundo natural e do imaginário de forma a levar o aluno a perceber fenômena que antes não faziam parte do ensino formal por falta do apoio tecnológico que permitisse alcançar tais metas; com a mudança do papel do professor que, ao passar às tecnologias de informação a responsabilidade de “entregar” o conhecimento ao aluno, libera-se para ser mais um guia do aluno, um conselheiro, um parceiro na procura da informação e da verdade, aumentando a participação ativa do aluno; a motivação para aprendizagem surge no aluno, de dentro para fora, em vez de ser algo externo, como, por exemplo, algo que vem dos pais ou professor; e, finalmente, há o reconhecimento de que a aprendizagem daqui a diante será uma tarefa constante na vida profissional e pessoal de todos, e que cabe já a escola capacitar o aluno para aprender qualquer assunto que lhe interessa (LITTO, 1996).

Por Karine Domingues Santos.